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Probabilidade binomial: condições, fórmula e exemplos
Como calcular a chance de exatamente dois acertos em três tentativas? Vamos construir a ideia da probabilidade binomial com exemplos e ilustrações.
1. Quando usamos a probabilidade binomial?
Considere uma pessoa que faz três arremessos, com probabilidade de acerto de 0,7 em cada tentativa. Admitindo que os resultados sejam independentes, queremos saber a chance de ela acertar exatamente duas vezes. A distribuição binomial é um modelo para contar sucessos em situações desse tipo.
| Condição | Como aparece no exemplo |
|---|---|
| Número fixo de tentativas | Serão feitos 3 arremessos, independentemente dos resultados. |
| Dois resultados classificados em cada tentativa | Acerto ou falha. |
| Probabilidade de sucesso constante | A probabilidade de acerto é 0,7 em todas as tentativas. |
| Independência entre as tentativas | O resultado de uma não altera a probabilidade das outras. |
Chamamos de sucesso o resultado que queremos contar. Isso não é um julgamento de valor: se a pergunta conta peças defeituosas, “sucesso” significa encontrar uma peça com defeito. Em um dado, também podemos classificar “sair 6” como sucesso e “não sair 6” como falha.
2. Primeiro, entenda um caso pequeno
Nos três arremessos, exatamente dois acertos podem ocorrer em três ordens: AAF, AFA e FAA. Em cada sequência há dois fatores 0,7 e um fator 0,3. Multiplicamos porque as tentativas foram consideradas independentes.
Resposta: 44,1%. Considerar somente AAF daria 14,7% e deixaria duas ordens de fora. “Exatamente dois acertos” não determina em quais posições eles acontecem.
3. O significado das letras
| Símbolo | Significado | Neste exemplo |
|---|---|---|
| n | Quantidade total de tentativas. | 3 |
| k | Quantidade de sucessos que queremos. | 2 |
| p | Probabilidade de sucesso em uma tentativa. | 0,7 |
| q = 1 − p | Probabilidade de falha em uma tentativa. | 0,3 |
| X | Variável aleatória que conta os sucessos. | Pode assumir 0, 1, 2 ou 3. |
Escrever P(X = 2) significa “probabilidade de ocorrerem exatamente dois sucessos”. X é uma contagem; p é uma probabilidade. São coisas diferentes.
4. Como chegamos à fórmula?
Uma sequência com k sucessos tem n − k falhas. Sua probabilidade é o produto de k fatores p e de n − k fatores q:
Depois contamos quantas ordens têm essa mesma quantidade de sucessos. Precisamos escolher k posições entre n posições. Essa quantidade é o coeficiente binomial, calculado por uma combinação:
A notação entre parênteses, com n acima de k, não é uma fração: leia “n escolhe k”. O símbolo ! indica fatorial; por exemplo, 3! = 3 · 2 · 1 = 6 e 0! = 1. Se precisar, consulte combinação simples.
A fórmula vale para k inteiro entre 0 e n, sob as condições do modelo. Nos exemplos desta página, 0 < p < 1. Ela combina quantidade de ordens × probabilidade de cada ordem.
Aplicando a fórmula aos três arremessos
Os fatores têm funções diferentes: 3 conta as ordens, 0,49 é a probabilidade dos dois acertos nas posições escolhidas e 0,3 é a probabilidade da falha restante.
5. A distribuição completa
Todos os resultados possíveis para a contagem são 0, 1, 2 e 3. O fato de a probabilidade de acerto ser 70% em cada tentativa não significa que 70% dos três arremessos precisam ser acertos.
Outro exemplo — exatamente uma peça defeituosa
Quatro peças são selecionadas em condições que permitem modelar os defeitos como independentes, com probabilidade constante de defeito de 0,1 por peça. Qual é a chance de exatamente uma apresentar defeito?
Definimos “sucesso” como peça defeituosa: n = 4, k = 1, p = 0,1 e q = 0,9.
Resposta: 29,16%. Há quatro posições possíveis para a única peça defeituosa.




























