Fluxogramas em construções geométricas

Uma construção geométrica pode ser descrita como um algoritmo: cada ação com régua, compasso ou esquadro corresponde a uma etapa que deve ser executada na ordem correta.

Exemplo: construir um triângulo conhecendo os três lados

Suponha que desejamos construir um triângulo cujos lados medem 6 cm, 5 cm e 4 cm. Antes de iniciar, verificamos a condição de existência: cada lado precisa ser menor que a soma dos outros dois. As medidas dadas satisfazem essa condição.

  1. Trace o segmento AB com 6 cm.
  2. Abra o compasso em 5 cm. Com centro em A, trace um arco.
  3. Abra o compasso em 4 cm. Com centro em B, trace outro arco.
  4. Marque como C um ponto de encontro dos dois arcos.
  5. Ligue A a C e B a C.
Construção de um triângulo a partir dos três ladosSegmento AB de seis centímetros e arcos de centros A e B que se encontram no ponto C.ABC6 cm5 cm4 cm

Onde entra o fluxograma?

Cada passo pode ser colocado em um retângulo de processo e ligado ao seguinte por uma seta. Se as medidas não satisfizerem a condição de existência, uma decisão deve conduzir à mensagem “não é possível construir o triângulo”.

Outras construções que podem virar algoritmos

  • Construção da mediatriz de um segmento.
  • Construção da bissetriz de um ângulo.
  • Construção de retas paralelas e perpendiculares.
  • Construção de triângulo equilátero, quadrado e hexágono regular.
Precisão: o fluxograma organiza o procedimento, mas a construção também depende do uso correto dos instrumentos e da conservação das aberturas do compasso.
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Como referenciar: "Algoritmos e fluxogramas" em Só Matemática. Virtuous Tecnologia da Informação, 1998-2026. Consultado em 16/10/2026 às 22:05. Disponível na Internet em https://www.somatematica.com.br/fundam/algoritmos7.php

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