Grigori Perelman

Grigori Yakovlevich Perelman, matemático russo, nasceu em 13 de junho de 1966 em Leningrado, União Soviética (hoje São Petersburgo, Rússia), filho de pais judeus.

É conhecido por ter apresentado, no final de 2003, uma demonstração da conjectura de Poincaré (um caso particular da conjectura da Geometrização de Thurston), que era um dos mais famosos problemas da Matemática.

A complexidade do assunto levou o Clay Mathematics Institute a incluir o problema entre os sete problemas do milênio. Para cada desafio que fosse solucionado, o instituto prometeu pagar um prêmio de um milhão de dólares.

Grigori Perelman apresentou a solução quando tinha menos de 40 anos, tornando-se um forte candidato a ser premiado com uma Medalha Fields, uma espécie de Oscar da matemática.

Ele acabou sendo contemplado em 22 de Agosto de 2006, no Congresso Internacional de Matemáticos, realizado em Madri, porém recusou a medalha. Recusou também o prêmio Clay no valor de um milhão de dólares, alegando que não era um herói da matemática, não fez nada de excepcional, não queria ser observado e já tinha tudo o que queria.

Seu talento matemático era perceptível desde cedo. Estudou na Escola Secundária de Leningrado, que era especializada em programas avançados de matemática e física. Em 1982, como estudante do ensino médio, conseguiu a pontuação perfeita e ganhou uma medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática (IMO), representando a equipe da União Soviética.

Perelman deteve cargos de pesquisa em várias universidades dos Estados Unidos. Com uma dissertação intitulada "Superfícies de sela em espaços euclidianos", recebeu no final dos anos 80 o título "Candidate of Sciences" na Escola de Matemática e Mecânica da Universidade Estadual de Leningrado.

Trabalhou nos espaços de Aleksandrov de curvaturas limitadas por baixo, o que rendeu a ele no início dos anos 90 o prêmio Young Mathematician Prize, da Sociedade Matemática de São Petersburgo.

Em seguida, foi convidado e começou a trabalhar com curvaturas de Ricci, no Instituto Courant de Ciências Matemáticas e Universidade Estadual de Nova Iorque. Conseguiu também provar a conjectura de Soul, em 1994.

A partir daí, recebeu diversos convites para fazer trabalhar em universidades prestigiadas dos Estados Unidos, como Princeton e Stanford. Porém, rejeitou os pedidos e em 1995 voltou para o Instituto de Steklov, em São Petersburgo, para um cargo de pesquisa.

Após essas recusas e as polêmicas envolvendo o fato dele não aceitar os prêmios pela solução da conjectura de Poincaré, jornais russos noticiaram que ele teria abandonado a matemática, retirando-se para um isolamento quase total, passando a morar junto com a mãe. Muitos afirmam que o principal motivo para a mágoa de Perelman seriam divergências com o Instituto Steklov, onde trabalhava.

Como referenciar: "Grigori Perelman" em Só Matemática. Virtuous Tecnologia da Informação, 1998-2019. Consultado em 27/05/2019 às 05:36. Disponível na Internet em https://www.somatematica.com.br/biograf/perelman.php