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Educação Financeira: uma Formação para a Vida

Antonio Richard Trevisan
Edmundo Alves de Oliveira
Flávia Clara Bezerra Trevisan

Resumo

Nos atuais doze anos de educação básica, cursados em nível fundamental e médio, antes de entrar para a universidade, o estudante é obrigado a memorizar conteúdos de pouca utilidade na vida real e praticamente nada lhe é ensinado sobre educação financeira, ou seja, os sistemas de ensino ignoram o assunto dinheiro.

A consequência disso, é o crescimento do número de jovens endividados com o nome incluso em instituições de proteção ao crédito como SPC/SERASA, o que prejudica no consumo e até na carreira profissional.

Para o desenvolvimento do artigo, realizou-se uma revisão bibliográfica com objetivo de fornecer ao leitor uma iniciação na ciência do dinheiro, mostrando como a educação financeira auxilia no estabelecimento de uma relação sadia com as finanças, devendo ser iniciada desde a infância.

Palavras chave: Educação Financeira; Endividamento, Consciência Financeira.

Introdução

A crescente importância da educação financeira tem se intensificado devido ao atual contexto de crise. A matemática como disciplina escolar contribui para educar financeiramente ao exercitar a capacidade de pensamento essencial no cálculo da melhor forma de pagamento, evitando a aquisição de dívidas que comprometam a vida monetária dos jovens (NASCIMENTO, 2015, p. 7).

O aumento significativo de jovens endividados tem levado a um interesse maior em estudos, ao que se refere à Educação Financeira (BORGES, 2014, p. 2). De acordo com pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dois milhões de jovens brasileiros estão endividados, a maioria pelo uso indevido do cartão de crédito, que hoje é oferecido precocemente para quem tem doze anos. Compras por impulso são a principal causa para o endividamento dos jovens, com idade entre 14 e 25 anos (BELLE, OLIVEIRA, PAULA, 2014, p.11).

A educação financeira orienta os jovens para bons hábitos de consumo, para que possam conquistar melhores condições de vida, podendo ser inserida desde a infância. Através dela, buscam-se melhorias comportamentais, atitudes e posturas, que evitam o endividamento. Fazer o orçamento render mais, depende de escolhas financeiramente conscientes e melhora a qualidade de vida, trazendo ao jovem mais tranquilidade, segurança, conforto e prazer (PEREIRA et al., 2009, p. 67).

O consumo consciente e responsável ajuda a proporcionar prazeres no presente, viabilizando a segurança financeira para o futuro. Saber dosar adequadamente o quanto deve ser gasto no dia a dia, e o quanto deve ser poupado e investido para o amanhã, proporcionando equilíbrio a essas duas necessidades, é basicamente o que a educação financeira promove, e deve ser inserida precocemente, para que se obtenham melhores resultados, na formação de jovens mais organizados e realizados financeiramente (DOMINGOS, 2011, p.57).

A formação financeira é vista como um conjunto de hábitos saudáveis, que contribuem para melhoria da condição monetária das pessoas que possuem compromisso com o futuro. A educação financeira, ao ser inserida na fase de desenvolvimento, proporciona à criança e ao adolescente, uma relação equilibrada com o dinheiro, e maiores chances de se tornarem adultos conscientes, no que diz respeito a suas finanças (SOUZA, 2012, p.7).
Desta forma, o presente trabalho, pretende promover um estudo acerca da educação financeira para crianças e adolescentes, e sua contribuição na formação de jovens financeiramente conscientes.

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