Gaspard Monge

Gaspard Monge, francês, filho de um pobre negociante, por influência de um tenente-coronel assistiu às aulas na Escola Militar de Mezière onde seria professor mais tarde. De grande capacidade, foi um dos matemáticos da Revolução Francesa, contribuindo com muitos artigos para as "Memórias da Academia de Ciências". Tornou-se um dos mais notáveis cientistas franceses tendo talvez maior reputação como físico e químico do que matemático. Participou junto a Lavoisier de experiências que revolucionariam a Química em 1789. Monge foi membro do Instituto Nacional que ocupou o lugar da Academia na época da Revolução.

Como matemático, sua principal obra foi "Geometria Descritiva", mantida secretamente guardada por seus superiores até 1794 pois achavam de interesse da defesa nacional. Neste trabalho se utilizou muito de diagramas mas pareceu finalmente ter concordado com Lagrange em evitá-los na Geometria Analítica elementar.

Monge, tanto quanto Carnot e Condorcet, participou ativamente de campanhas revolucionárias, chegando a ser Ministro da Marinha e responsável pela assinatura do relatório oficial do julgamento e execução do rei. Depois de um ano se afastou desse cargo, mantendo-se sempre ativo em operações políticas e militares e publicou importante trabalho com o título , "Descrição da Arte de Fabricar os Canhões '. Foi o principal defensor das instituições de ensino. Membro de uma comissão de obras públicas, em 1794, estimulou a fundação da Escola Politécnica especializada no preparo de engenheiros, da qual foi professor e administrador.

Ensinava o que chamamos de Geometria Descritiva e também aplicação da Análise a Geometria, tendo impressionado tanto Lagrange com seus resultados que se diz este ter exclamado: "Com sua aplicação da Análise à Geometria o diabo do homem se tornará imortal". Deve-se a Monge o ressurgimento da Geometria no espaço, com um tratamento totalmente algébrico. Em 1795 publicou "Folhas de Análise" dando forma à Geometria Analítica em três dimensões que se inclue em textos de cursos universitários atuais e chegou até nós, graças à preocupação dos alunos em publicá-la.

No fim da Revolução recebeu muitas honrarias, pois sempre apoiou Napoleão. Com a restauração da monarquia francesa boi banido, perdeu até mesmo no posto na Escola Politécnica e no Instituto Nacional, morrendo logo depois.

Fonte: Fundamentos de Matemática Elementar, Gelson Iezzi - Atual Editora

Como referenciar: "Gaspard Monge" em Só Matemática. Virtuous Tecnologia da Informação, 1998-2020. Consultado em 26/01/2020 às 14:19. Disponível na Internet em https://www.somatematica.com.br/biograf/monge.php

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