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Os jogos trabalhados em sala de aula devem ter regras, esses são classificados
em três tipos:
-
jogos
estratégicos, onde
são trabalhadas as habilidades que compõem o raciocínio lógico. Com
eles, os alunos lêem as regras e buscam caminhos para atingirem o objetivo
final, utilizando estratégias para isso. O fator sorte não interfere no
resultado;
-
jogos de
treinamento, os
quais são utilizados quando o professor percebe que alguns alunos precisam
de reforço num determinado conteúdo e quer substituir as cansativas listas
de exercícios. Neles, quase sempre o fator sorte exerce um papel
preponderante e interfere nos resultados finais, o que pode frustrar as
idéias anteriormente colocadas;
-
jogos
geométricos, que
têm como objetivo desenvolver a habilidade de observação e o pensamento
lógico. Com eles conseguimos trabalhar figuras geométricas, semelhança de
figuras, ângulos e polígonos.
Os jogos com regras são importantes para o desenvolvimento do pensamento
lógico, pois a aplicação sistemática das mesmas encaminha a deduções. São
mais adequados para o desenvolvimento de habilidades de pensamento do que para o
trabalho com algum conteúdo específico. As regras e os procedimentos devem ser
apresentados aos jogadores antes da partida e preestabelecer os limites e
possibilidades de ação de cada jogador. A responsabilidade de cumprir normas e
zelar pelo seu cumprimento encoraja o desenvolvimento da iniciativa, da mente
alerta e da confiança em dizer honestamente o que pensa.
Os jogos estão em correspondência direta com o pensamento matemático. Em
ambos temos regras, instruções, operações, definições, deduções,
desenvolvimento, utilização de normas e novos conhecimentos (resultados).
O trabalho com jogos matemáticos em sala de aula
nos traz alguns benefícios:
-
conseguimos detectar os
alunos que estão com dificuldades reais;
-
o aluno demonstra para
seus colegas e professores se o assunto foi bem assimilado;
-
existe uma competição
entre os jogadores e os adversários, pois almejam vencer e par isso
aperfeiçoam-se e ultrapassam seus limites;
-
durante o desenrolar de
um jogo, observamos que o aluno se torna mais crítico, alerta e confiante,
expressando o que pensa, elaborando perguntas e tirando conclusões sem
necessidade da interferência ou aprovação do professor;
-
não existe o medo de
errar, pois o erro é considerado um degrau necessário para se chegar a uma
resposta correta;
-
o aluno se empolga com o
clima de uma aula diferente, o que faz com que aprenda sem perceber.
Mas devemos, também, ter alguns cuidados ao escolher os jogos a serem
aplicados:
-
não tornar o jogo algo
obrigatório;
-
escolher jogos em que o
fator sorte não interfira nas jogadas, permitindo que vença aquele que
descobrir as melhores estratégias;
-
utilizar atividades que
envolvam dois ou mais alunos, para oportunizar a interação social;
-
estabelecer regras, que
podem ou não ser modificadas no decorrer de uma rodada;
-
trabalhar a frustração
pela derrota na criança, no sentido de minimizá-la;
-
estudar o jogo antes de
aplicá-lo (o que só é possível, jogando).
Temos de formar a consciência de que os sujeitos, ao aprenderem, não o fazem
como puros assimiladores de conhecimentos mas sim que, nesse processo, existem
determinados componentes internos que não podem deixar de ser ignorados pelos
educadores.
Não é necessário ressaltar a grande importância da solução de problemas,
pois vivemos em um mundo o qual cada vez mais, exige que as pessoas pensem,
questionem e se arrisquem propondo soluções aos vários desafios os quais
surgem no trabalho ou na vida cotidiana.
Para a aprendizagem é necessário que o aprendiz tenha um determinado nível de
desenvolvimento. As situações de jogo são consideradas parte das atividades
pedagógicas, justamente por serem elementos estimuladores do desenvolvimento.
É esse raciocínio de que os sujeitos aprendem através dos jogos que nos leva
a utilizá-los em sala de aula.
Muitos ouvimos falar e falamos em vincular teoria à prática, mas quase não o
fazemos. Utilizar jogos como recurso didático é uma chance que temos de
fazê-lo. Eles podem ser usados na classe como um prolongamento da prática
habitual da aula. São recursos interessantes e eficientes, que auxiliam os
alunos.
A seguir, apresentamos um exemplo de um jogo de adivinhação do número
pensado. Essas atividades são problemas aritméticos disfarçados, baseadas no
desenvolvimento de expressões matemáticas que levam a uma identidade ou
igualdade algébrica a qual verificamos sempre, para qualquer valor da variável
que contenha a expressão.
A atividade a seguir reforça o cálculo mental a permite aplicar as
propriedades dos números.
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