Ensino Fundamental

 Ensino Médio
 Ensino Superior
 Trabalhos de Alunos
 Matemática Financeira
 Estatística
 Biografias Matemáticas
 História da Matemática
 Softwares Matemáticos
 Softwares Online

 Shopping Matemático
 Só Vestibular
 Super Professor

 Só Exercícios
 Desafios Matemáticos
 Matkids
 Provas de Vestibular
 Provas Online

 Comunidade
 Fóruns de Discussão
 Área dos Professores
 Artigos Matemáticos
 Dicionário Matemático
 FAQ Matemática
 Dicas para Cálculos

 Jogos Matemáticos
 Mundo Matemático
 Histórias dos Usuários
 Curiosidades
 Absurdos Matemáticos
 Pérolas da Matemática
 Poemas
 Palíndromos

 Indicação de Livros
 Símbolos Matemáticos
 Frases Matemáticas
 Fale conosco

Busca geral

Pesquisa em todas as seções do site.


Gostou do site?

Recomende-o para um amigo.

Seu nome:

Nome do seu amigo:

E-mail do seu amigo:


Indicação de livros

Consulte periodicamente as obras indicadas.


 

Faça parte de nossa comunidade! Este é um espaço aberto para você. Participe de fóruns de discussão, veja fotos de outros usuários do site e leia a coluna dos professores Antonio Geloneze e Eno Cardoso.

 


Antonio Geloneze


Eno Cardoso

 

Coluna publicada em 10/05/2010

Ver para crer ... . (III)
 

 

Há evidências interessantes para a imaginação da “destruição da Ciência” enquanto meio confiável de "detecção da verdadeira realidade". A "bolinha" de Demócrito não suportou a avassaladora pressão matemática e acabou se dividindo em elétrons, prótons e nêutrons. Prótons e nêutrons, por sua vez, precisaram se dividir em quarks e elétrons se transformaram em "nuvens matemáticas" fazendo a autoconsciência retornar à "nebulosidade" original sobre a "realidade do mundo". Indícios de "efeitos fracionários de cargas elétricas" põem sérias dúvidas sobre a "existência do elétron" no sentido de que se ele se divide de alguma forma, então não tem "essência ou existência real". A Matemática impede que se "ponha o dedo na bolinha elétron": a probabilidade de determinação da velocidade vezes a probabilidade de determinação da posição do elétron é igual à constante de Planck. Este Princípio de Incerteza de Heisenberg põe um ponto final na tentativa de "ver a bolinha elétron". Portanto, a Matemática foi e é, ao mesmo tempo, a sustentação e a obstrução para a detecção da existência ou da essência das coisas.

 

O truque da tecnologia parece desmascarado pelo MJVI. Ele funciona por distração. Novamente alguns exemplos podem elucidar o significado de "destruição da Ciência pela própria Matemática". A Ciência supõe que coisas existem e pretende ser o método por excelência de detecção dessa realidade. Como sua credibilidade se assenta sobre a Matemática, a existência ou essência das coisas só pode se revelar em dimensões muito pequenas ou muito grandes para que autoconsciências, principalmente de matemáticos, não possam dividí-la ou dobrá-la. Se é muito pequena, então fica difícil de questionar, mas também fica difícil de detectar com o corpo e seus instrumentos como extensões dos sentidos. Entretanto, a segunda fase do truque é a distração, ou seja, ao invés de continuar mirando "a coisa em si", "veja-as por meio de evidências indiretas de sua essência ou existência". Um aparelho de televisão funcionando não é uma evidência da existência do elétron? Uma lâmpada acesa não é a evidência do elétron circulando em um filamento?

 

Para o MJVI, as distrações tecnológicas não o convencem de que as "coisas existem". Tecnologia é uma forma de adaptação às condições da biosfera para continuar sobrevivendo. É apenas mais uma estratégia de sobrevivência. Não há tecnologia mais impressionante, nem de longe, do que o próprio corpo animal. Um extrematólito já possui uma "tecnologia" infinitamente mais impressionante porque é matéria viva, um "salto tecnológico quase infinito" na evolução da matéria que parece compor apenas 4,5 % do Universo "visível". Portanto, distração tecnológica não funciona como truque para convencer o MJVI acerca da existência das coisas.

 

Haveria outros indícios de que a própria matemática seria o algoz implacável da Ciência enquanto "método de descrição da realidade"?

 

Talvez, a desculpa de que a ciência se ocupa apenas de "como o mundo funciona" e não de o "porquê de ele ser assim" seja o grande indício de que ela, na verdade, não tem a ver com a realidade das coisas, mas sim com a maior ilusão já produzida na Interneuro, incluindo todas as ideologias religiosas que já passaram pela Terra.

 

Entretanto, há cientistas, mais preocupados em desvendar a realidade, que se ocupam dos porquês. Seu único método de pesquisa só pode ser a Matemática que já alcançou um grau extremo de sofisticação. Lembremos que experimentos não provam teorias, apenas as derrubam ou as deixam vivas por mais um pouco de tempo.

 

Para o MJVI, esse é o ponto mais interessante. Se sua tese de que "as coisas não existem", elas apenas "são imaginações da autoconsciência para si própria", fosse razoável, então a Matemática teria que oferecer uma demonstração.

 

Argumentos do tipo "ninguém sabe definir massa", ninguém sabe o que é matéria, nem clara nem escura", "ninguém sabe o que é o próprio homem", serão ignorados. São interessantes, mas não são, para o MJVI, os mais interessantes.

 

O mais interessante indício de que a Matemática “retira toda a realidade que ela dá” é o fato de que ela se sofisticou tanto para "criar modelos de coisas" que a condição de "existir" evaporou-se. O professor de Matemática, Galileu Galilei, libertou-se do impasse de Zenão de Eléia com a equação s = s0 + v0t + ½ at2, mas não conseguiu igualar os dois membros por meio de medições tendo que criar uma "coisa de emergência", a "Teoria dos Erros", aliás, uma criação genial.

 

Eintein ignorou a "força gravitacional" de Isaac Newton como uma "coisa que age à distância sobre dois corpos", substituindo-a por "geodésicas necessárias para qualquer coisa se mover no espaço-tempo do Universo". Criou sozinho a sofisticada Teoria Geral da Relatividade e ajudou a criar a ultra sofisticada Mecânica Quântica, que para serem compatíveis e significarem condições das coisas do mesmo mundo parecem exigir uma ultra-hiper-sofisticada "Teoria das Supercordas". A Matemática permite agora uma Astrofísica com infinitos universos, com infinitas cópias de um "eu", além de todas as infinitas possibilidades de variações do "eu" existindo por aí em dimensões  e universos paralelos invisíveis.

 

Exatamente essa é a palavra: invisível!

 

A própria Matemática, portanto, retira aquilo que ela promete ou insinua permitir. A Ciência promete, ou insinua permitir, o acesso à realidade das coisas e se fia na Matemática. Esta a obriga a se encaminhar para dimensões muito pequenas ou gigantescas e infinitas para sustentar a meta de alcançar a realidade ou essência das coisas. Quando a Ciência se dá conta, descobre que a "realidade", se fundamentada na Matemática, é "invisível por necessidade matemática".

 

Esse é, para o MJVI, o significado da "destruição da Ciência pelo seu próprio germe constitutivo".

 

De longe, parece ser esse o traço mais interessante da criação de coisas da autoconsciência no atual momento histórico. As coisas que realmente existem, por motivos matemáticos realmente não existem!

 

O critério "ver para crer" foi invalidado justamente por aquela que se apresenta como a única opção de credibilidade e rigor lógico para acesso à realidade das coisas.

 

O MJVI não quer e não pode abdicar da Matemática. É forçado, portanto, a concluir que sua percepção da realidade estava certa. As coisas não existem, elas apenas são imaginações da autoconsciência que cumprem o maior de todos os desejos da matéria viva, o de existir.

 

 

Leia também as Colunas anteriores

 

Se você quiser fazer algum comentário sobre a coluna, entre com contato conosco.

 


Leia diversas histórias sobre Matemática contadas por estudantes e professores de todo o país. Acesse nossa seção Minha História Matemática.

Sugira um tema para a criação de um novo fórum

Coluna do Usuário

O ensino da Matemática nos dias atuais
(Vera Eunice Ortiz).

 

Docência e discência em matemática
(Emerson Cizmoski).

 

Os tempos modernos e a construção do conhecimento lógico-matemático
(Marcelo Moraes).

    

Coluna Especial

Gisele Menochi graduada em Matemática pela USP, escreve uma coluna para a Comunidade do Só Matemática. 

Para ler a sua coluna mais recente clique abaixo:

Números Irracionais, Transcendentes e a Função Zeta de Riemann
(07/03/2009)


Membros da Comunidade

 Maria Aparecida Borges tem 33 anos e estuda no 1º ano de Licenciatura em Matemática na Unipar (Universidade Paranaense de Guaíra). Nas horas de lazer, gosta de ficar na internet e sair para conversar com os amigos. 


  Marcia Magalhaes tem 34 anos, é micro-empresária e faz administração de empresas. Nas horas de lazer, gosta de se atualizar na Internet, passear na chácara e ler um bom livro.


Breve mais fotos e perfil dos membros da Comunidade!