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EQUAÇÕES
DIOFANTINAS II
A
teoria das Equações Diofantinas é o ramo da teoria dos números que investiga
as soluções inteiras ou racionais de equações polinomiais, por exemplo, 2x +
4y = 5, y² - x³ =
-2 ou x² + y² = z². O nome Equações Diofantinas é uma homenagem a
um dos maiores algebristas da Grécia antiga, Diophantus de Alexandria, que
formulou e resolveu muitas dessas equações. A obra de Diophantus serviu como
fonte de inspiração para muitos matemáticos entre eles o matemático francês
Pierre de Fermat (1601-1665). Usarei algumas passagens do texto A HISTÓRIA MAIS
FAMOSA DA MATEMÁTICA que você encontra em www.geocities.com/jcvmatem/utf.html
.
Pierre
de Fermat era um Conselheiro da Câmara de Requerimentos de Toulouse, na França
de 1631. Sua responsabilidade estava ligada à condenação de pessoas à morte
na fogueira e por isso não podia ter muitas amizades. Em seu tempo livre
dedicava-se à Matemática e ficou conhecido como o "Príncipe dos
Amadores" por ter descoberto as leis da probabilidade, os fundamentos do Cálculo
Diferencial antes de Newton e Leibniz, desenvolvido a Geometria Analítica antes
de Descartes e teoremas difíceis e elegantes sobre Números Inteiros.
Entretanto Fermat se interessou pelo assunto após ter lido a edição de 1621
da obra de Bachet: "Arithmetica de Diophantus", obra que consistia do
material que restou do trabalho de Diophantus. Fermat deu início a várias áreas
da Teoria dos Números moderna, inclusive à Análise Diofantina, e formulou o
problema mais famoso da Teoria dos Números e da Matemática que desafiou gerações
de matemáticos. Essa batalha durou cerca de 350 anos e influenciou praticamente
toda a Matemática. Fermat simplesmente afirmou que possuía uma demonstração
para a seguinte generalização das Ternas Pitagóricas: se
n≥3, a equação xⁿ + yⁿ = zⁿ não admite soluções
inteiras não-nulas. Mas a demonstração “não
cabia na margem de sua cópia da Arithmetica de Diophantus” onde
Fermat deixou registrada essa afirmação. Descobrir a “demonstração de
Fermat” tornou-se o desafio mais famoso da Matemática e ficou conhecido como
o "Último Teorema de Fermat".
Parecia tão simples, porém os grandes matemáticos dos últimos quatro séculos
não puderam resolvê-lo antes de 1994.
Fermat
possuía um prazer especial em provocar embaraços aos matemáticos da sua época,
em particular aos ingleses. Quis o destino que um inglês, Andrew Wiles, fosse o
escolhido para colocar um fim a tais provocações. A mais terrível delas, o
"Último Teorema de Fermat", foi demonstrada em 1994, pelo matemático
inglês Andrew Wiles. Um importante matemático, professor em Cambridge,
Inglaterra, chamado John Coates, que foi o orientador da tese de doutoramento de
Andrew Wiles, comparou esse fato à descoberta de que o átomo é divisível e
à descoberta da estrutura do DNA.
Para
Andrew Wiles o problema tornou-se uma obsessão desde seus 10 anos quando
conheceu o livro de Eric Temple Bell, "O Último Problema". Wiles
achou que tinha que ser ele a resolvê-lo.
A
história dos detalhes de como a afirmação de Fermat se tornou a mais terrível
provocação é magistralmente contada por Simon Singh em seu livro "O Último
Teorema de Fermat" lançada pela editora Record aqui no Brasil. Esse livro
foi o mais vendido no mundo sobre o "Último Teorema de Fermat", pois
narra de maneira brilhante episódios divertidos, dramáticos e até trágicos,
da História da Matemática, para descrever ao grande público a conquista mais
famosa da Matemática.
Nas
próximas colunas contaremos como o esforço e a contribuição de matemáticos
de todo o mundo foram fundamentais para a demonstração de Wiles, e como o
acaso, ou o caos, sempre estiveram presentes de modo intenso no desenrolar dessa
epopéia matemática.
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