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Simetria, Anti-simetria e Quebra de Simetria IV
Perguntávamos: quais outras interpretações de fenômenos físicos são possíveis com os vetores planos e suas operações?
Recordemos a importante fórmula, do cálculo do trabalho elementar que a força z realiza sobre um corpo ao longo do deslocamento w, dada por:
z·w = |z|.|w| cos a = aA + bB,
onde a é o menor dos dois ângulos entre z = (a, b) e w = (A, B). Denominamos esse cálculo de “produto escalar de z por w”.
Descobrimos que há ainda mais uma multiplicação admissível para os vetores planos complexos com importante significado físico: é o chamado produto vetorial conhecido também do nosso leitor cujo comprimento é a área do paralelogramo de lados |z| e |w| dada por |z ´ w| = |z|.|w| sen a, onde z ´ w. É interessante lembrar que z ´ w é um vetor também, mas um vetor no espaço fora do plano dos vetores complexos. Essa invenção não é arbitrária, ela tem uma motivação física importante. Inventou-se esse produto como um vetor perpendicular ao plano de z e w, tendo como sentido aquele dado pela Regra da Mão Direita, ou Regra do Saca-rolha, e como comprimento a área do paralelogramo gerado por z e w.
Mas como calculá-lo? Aproveitemos a oportunidade para observar que os físicos deram uma interpretação generalizada para o produto vetorial de dois vetores no espaço e não apenas no plano complexo. Dois vetores z = (a, b, c) e w = (A, B, C) no espaço produzem um torque, ou uma grande variedade de outras interpretações físicas. Surpreendentemente, a operação matemática que fornece o produto é uma só e se realiza por meio de um procedimento de combinação das coordenadas dos dois vetores. Para a Matemática, essa combinação tem uma motivação na beleza da simetria.
Para entendermos a gênese do produto vetorial, lembramos que uma necessidade dos físicos é ter um produto que se comporta da seguinte forma quando aplicado aos vetores básicos unitários i, j e k, que geram os três eixos espaciais, respectivamente, eixo x, eixo y e eixo z:
i ´ j = k, j ´ i = – k, j ´ k = i, k ´ j = – i, i ´ k = – i, k ´ i = j
(Regra da Mão Direita ou Regra do Saca-Rolha)
i ´ i = 0, j ´ j = 0, k ´ k = 0.
Essas especificações atendem às necessidades do cálculo, por exemplo, do torque. Para o matemático, entretanto, uma necessidade é satisfazer a curiosidade de ver o que acontece se a multiplicação é distributiva em relação à adição. Unindo, então, os desejos dos físicos e dos matemáticos, obtemos o produto vetorial. Assim, para obtermos o produto vetorial de z = (a, b, c) e w = (A, B, C) procedemos, matematicamente, da seguinte maneira:
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