Ensino Fundamental
 Ensino Médio
 Ensino Superior
 Trabalhos de Alunos
 Matemática Financeira
 Estatística
 Biografias Matemáticas
 História da Matemática
 Softwares Matemáticos
 Softwares Online

 Shopping Matemático
 Só Vestibular
 Super Professor
 Tira-dúvidas

 Só Exercícios
 Desafios Matemáticos
 Matkids
 Provas de Vestibular
 Provas Online

 Comunidade
 Fóruns de Discussão
 Área dos Professores
 Artigos Matemáticos
 Dicionário Matemático
 FAQ Matemática
 Dicas para Cálculos

 Jogos Matemáticos
 Mundo Matemático
 Histórias dos Usuários
 Curiosidades
 Absurdos Matemáticos
 Pérolas da Matemática
 Poemas
 Palíndromos

 Indicação de Livros
 Símbolos Matemáticos
 Frases Matemáticas
 Fale conosco

Busca geral

Pesquisa em todas as seções do site:


Gostou do site?

Recomende-o para um amigo:

Seu nome:

Nome do seu amigo:

E-mail do seu amigo:


Fóruns

Esclareça suas dúvidas com nossos usuários.


Outros sites da rede

 

 

 

 

 

O jogo da qualidade de vida I

 

................ por meio de uma combinação da Teoria dos Jogos, uma teoria genuinamente matemática, da Teoria da Computação e da atual Teoria da Evolução na Biologia, vem-se desenvolvendo uma visão de que a Economia possui processos de inovação análogos aos processos que geram diversidade na biosfera e sua dinâmica evolui segundo as leis do Darwinismo. Nessa perspectiva, a maneira como a Economia cria riqueza seria um processo adaptativo evolucionário. Aqui parece haver um paradoxo no sentido de que a Matemática, no campo de equações, torna-se inútil uma vez que processos evolucionários não são equacionáveis. Esse é o tema que vamos, nas próximas colunas, estudar e compartilhar com nossos leitores.
 

Duas notícias de importância inestimável
 

Se o intrincado sistema de incentivos à criação de novas idéias é subdesenvolvido, então a sociedade sofre pela falta generalizada de progresso, tanto quanto quando esses incentivos são muito abundantes ou muito restritos.

  David Warsh

 

O jornalista David Warsh narra de um modo agradável a história da explicação da criação de riquezas  pelo Homo sapiens sapiens. É uma estória jornalística prazerosa das teorias econômicas. Simplificando extremamente o conteúdo de seu livro Knowledge and the wealth of nations: a story of economic discovery, poderíamos dizer que o economista Paul Romer foi bem sucedido em descrever matematicamente o poder econômico das idéias.

            Para imaginarmos de um só golpe intuitivo do que se trata no livro de Warsh, mencionemos apenas os dois exemplos impressionantes da Microsoft e do Google. Ora, imediatamente, portanto, somos tomados por um pressentimento que nos faz suspender a respiração: nossa vida individual não seria um tipo de agente econômico que precisa sobreviver e competir na economia da vida social? Se brilhantes economistas entenderam com rigor matemático o papel das idéias na criação de riquezas, principalmente após a Revolução Industrial, qual a chance de que venhamos a entender, por analogia, a criação individual de qualidade de vida para si próprio?

Em outras palavras, países melhoram sua qualidade de vida criando riquezas por meio da economia e as idéias dos inventores são o elemento crucial, embora não o único, do processo de criação. Por que não seria análogo o papel das idéias do indivíduo na criação de sua própria qualidade de vida?

            Não é novidade o desejo de estudar os meios de se viver com qualidade e é impossível competir com os sistemas filosóficos e religiosos. Entretanto, pode não ser tradicional o desejo de entender com o rigor matemático os meios de sobrevivência individual com qualidade na sociedade.

            Como isso seria possível? Se a analogia sugerida fizer sentido, então saberemos por onde começar. Devemos considerar as idéias individuais. São elas a chave para a qualidade de vida. É claro que essa afirmação é trivial e não precisa de nenhuma história econômica como referência para ser sustentada. Porém, o que não parece fácil é entender matematicamente a razão pela qual as idéias são o principal recurso para uma vida com qualidade.

            Cabe lembrar que, assim como não existe na Natureza ponto, reta e plano, muito menos fractal algum, também não existe em lugar nenhum do Universo nada que seja nem de longe exatamente igual a qualquer jogo matemático que alguém possa conceber. Por quê? Porque na Natureza ou no Universo as condições são complexas e impossíveis de serem capturadas perfeitamente por qualquer que seja a teoria concebida por espécimes de Homo sapiens sapiens.

            Por que, então, gastarmos tempo com Teoria dos Jogos? Porque o seu exercício nos inspira, excita nossa imaginação e alimenta nossa intuição sobre como poderia ser a verdadeira realidade. Povos que investiram pesadamente nas teorias da Matemática, da Física, da Química e da Economia, por exemplo, vêm colhendo riquezas abundantes, melhorando significativamente sua qualidade de vida, mesmo sabendo que qualquer teoria é pura imaginação humana. Finalmente, porque achamos que é um modo divertido de passar o tempo e poderá nos ajudar a melhorar nossa qualidade de vida.

            Como então começar? Novamente, por que não emprestarmos dos economistas alguns de seus métodos?

            A história das teorias econômicas revela um amadurecimento matemático em direção à Teoria dos Jogos. Essa parte da Matemática aparenta ser o método mais geral para se inspirar e analisar um sistema econômico.

            Por que não seria também útil para experimentarmos uma análise de nosso problema?

            Não há como saber de antemão se esse é um bom projeto ou não. Todavia, podemos tentar justificá-lo antecipando a validade de nossa tese. Isto é, assumindo que a análise das idéias seja uma fonte imensa de prazer, estaremos melhorando a qualidade de vida de modo importante ao examinar se são boas ou se devem ser descartadas. De qualquer maneira, o exercício de análise será, provavelmente, útil em quaisquer outras situações em que o cérebro for exigido.

            Sendo assim, imitando alguns economistas, tentaremos utilizar a Teoria dos Jogos para compreender por que as idéias do indivíduo são a chave da sua qualidade de vida.

            Ao mesmo tempo em que exploraremos essa teoria matemática para melhorar nossa capacidade de análise, enfrentaremos diretamente nosso problema sem subterfúgios e sem demora.

            Quando pensamos em qualidade de vida, imaginamos a qualidade de vida individual. A vida do indivíduo é boa ou não. Porém, o que é “a vida do indivíduo”? Esse, talvez, seja o problema mais difícil de todos os tempos humanos e cuja solução, em termos racionais, parece impossível. Isso, todavia, não nos impede de investigar o que é que melhora e o que é que piora a “minha vida individual”.

Intuitivamente, sei que estou vivo e continuo vivendo, mas não sei o que é “minha vida”. Também suponho que sou capaz de distinguir aquilo que melhora a minha vida daquilo que a piora.

            Estou pronto, portanto, intuitivamente, para iniciar uma tentativa matemática de entender por que minhas idéias são a chave principal da qualidade da minha vida individual.

            São inúmeras as perguntas iniciais possíveis. Temos que escolher uma, é inevitável, para começar. Quais são as coisas que poderiam melhorar minha vida? Percebemos, imediatamente, que essa pergunta é bem mais difícil do que: quais são as coisas que ameaçam piorar minha vida, ou quais são aquelas que já estão me afetando negativamente?

            Imediatamente, percebemos um progresso em nossa análise: a segunda pergunta parece bem mais fácil do que a primeira e, por sinal, bem mais urgente. Além do mais, a segunda pergunta é extremamente útil porque, se conseguirmos saber que X é ruim e que X está ali à espreita para me atrapalhar, então evitar X é impedir que minha vida piore.

            Tomemos um exemplo para a primeira pergunta. Uma coisa boa seria eu poder comprar um carro e ir ao trabalho ouvindo músicas do meu gosto, sempre preservando o frescor do banho matinal e chegando ao local de trabalho ainda sentindo o cheiro do sabonete. A dificuldade é que ainda preciso trabalhar muito para juntar o dinheiro necessário para isso. Porém, há uma dificuldade ainda maior: hoje em dia não há quase mais espaço para eu colocar meu carro nas ruas da cidade. Um exemplo para a segunda pergunta seria quais são as dificuldades que posso evitar para me dirigir ao trabalho?
 

Estratégia S1. O trânsito lento, o ônibus, ou o trem, superlotados e a poluição automotora pairando na avenida poderiam ser evitadas se eu fosse ao trabalho bem mais cedo do que o necessário. Da mesma forma, se eu saísse bem mais tarde do que o permitido, eu poderia evitar esses problemas. A volta para casa em horário tardio pode ser inviável porque no dia seguinte tenho que sair muito cedo e meu tempo vital comigo mesmo em casa ficaria comprimido de modo indesejável.
 

            Esse primeiro passo, que surgiu quase naturalmente, nos remete à famosa estratégia MINIMAX do matemático John von Neumann. É um passo enorme do raciocínio estratégico. Não sabendo como melhorar, pelo menos devemos minimizar o máximo de prejuízo. Daí o nome minimax. Com essa estratégia de negação podemos progredir muito na pesquisa sobre nosso problema. Não sabemos quais Y são bons, mas alguns X são claramente ameaçadores e estão à espreita; logo, devo me esforçar para evitar X. Se conseguir, então melhoro minha qualidade de vida, porque impedi que ela piorasse, afastando a ameaça X, ou seja, diminuí meus prejuízos e, portanto, diminuí o máximo de possíveis perdas.

            Observamos que a estratégia de voltar mais tarde para casa é, em geral, inviável. Portanto, para minimizar o prejuízo de eu ter que ficar fora de casa, impossibilitado de cultivar meu eu interior e me apropriar de meu tempo vital, eu tomo a decisão de suportar o desconforto e o desprazer, senão a dor, da volta para casa no horário em que todos tomam a mesma decisão. Temos aqui uma situação importante para a análise matemática da vida individual. Sempre há custos, maiores ou menores, que podem ser mais ou menos dolorosos, a serem suportados para tudo que decidimos fazer.

            Surge, então, naturalmente uma pergunta fundamental: de onde vêm esses custos inevitáveis?

            Quem, ou o que, nos impõem tais custos?

 

  

 

 

Sobre nós | Política de privacidade | Contrato do Usuário | Trabalhe conosco
Anuncie | Investidores | Sala de imprensa | Sugestões | Fale conosco

Copyright © 1998 - 2008 Só Matemática. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Virtuous.