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CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Devemos lembrar que autoridade e autoritarismo são palavras distintas. Devemos ter autoridade em nossa sala de aula, mas não sermos autoritários. Devemos ter firmeza ao falar com nossos alunos, mas também doçura em nossas palavras.

 

Lembramos aqui, que para um pleno desenvolvimento de suas capacidades intelectuais, o aluno deve ser levado a criar situações, opinar sobre um tema, construir hipóteses, defender sua opinião. Mas isso não significa que o professor deve deixar o aluno fazer tudo o que quiser. Ser amigo dos alunos, compreensivo e companheiro, não significa deixar o aluno “a Deus dará”, agindo como um professor bonzinho, manipulável.

 

As consequências que a postura docente autoritarista traz sobre os alunos são: a indisciplina, a insegurança e a timidez. Portanto, nós, professores e professoras, devemos ter a consciência de que o nosso trabalho docente em sala de aula pode construir para a formar cidadãos participativos e críticos; ou de aniquilar, ou seja, contribuir para que a sociedade tenha um cidadão passivo e não ativo diante de uma sociedade, que muitas vezes, é desigual para com seus participantes.

 

Finalizamos ratificando que o trabalho docente deve estar direcionado para que o aluno seja um ser resiliense, ou seja, que não cede frente às injustiças sociais. E nas frases citadas por Lima (p. 67 2003), que retrata a ação de educar de forma marcante para nós que somos profissionais incumbidos dessa missão: “[...] é flexibilizar para o inesperado, pois, assim será o porvir. É criar coragem para ousar decidir e solucionar, pois, assim exige o viver. E é ter paciência com a inconstância, pois, esta é a marca registrada da vida.”

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

ANTUNES, Celso. Professor bonzinho = aluno difícil. A questão da indisciplina em sala de aula. Petrópolis, RJ: Vozes 2002.

LIMA, Reginaldo Naves de Souza. Contactos Matemáticos do Primeiro Grau: ações matemáticas que educam. Fascículo 1. Cuiabá, MT: EdUFMT, 2003.

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