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OS PCN'S E O ENSINO FUNDAMENTAL EM MATEMÁTICA:
UM AVANÇO OU UM RETROCESSO?
(continuação)
   

Na minha leitura, os Parâmetros Curriculares Nacionais em Matemática apresentam outras idéias básicas, a saber:

  • eliminação do ensino mecânico da Matemática;

  • prioridade para a resolução de problemas;

  • conteúdo como meio para desenvolver idéias matemáticas fundamentais (proporcionalidade, equivalência, igualdade, inclusão, função, entre outras);

  • ênfase ao ensino da Geometria;

  • introdução de noções de Estatística e probabilidade e estimativa;

  • organização dos conteúdos em espiral e não em forma linear, desprivilegiando a idéia de pré-requisitos como condição única para a organização dos mesmos;

  • uso da história da Matemática como auxiliar na compreensão de conceitos matemáticos;

  • revigoramento do cálculo mental, em detrimento da Matemática do ''papel e lápis'';

  • uso de recursos didáticos (calculadoras, computadores, jogos) durante todo Ensino Fundamental;

  • ênfase ao trabalho em pequenos grupos em sala de aula;

  • atenção aos procedimentos e às atitudes a serem trabalhadas, além dos conteúdos propriamente ditos, como já foi mencionado acima;

  • avaliação como processo contínuo no fazer pedagógico.

As idéias acima apresentadas não são novas para quem pesquisa e acompanha as tendências da Educação Matemática no mundo. Muitos países já passaram por essas reformulações, com maior ou menor grau de sucesso. Nos PCN's há avanços importantes, caso se consiga entender os parâmetros como tal e não como uma listagem de conteúdos, sejam mínimos ou máximos.

O mais importante, no meu entender, é a mudança da postura do professor(a) em sala de aula. Muda-se postura? Como mudar a relação de afeto, de ódio ou de medo do(a) professor(a) para com a Matemática? Como fazer com que o(a) professor(a) de Ensino Básico que, muitas vezes, escolheu essa profissão já como uma esquiva à Matemática, faça ''as pazes'' com ela?

Como toda reforma que se pretenda fazer, resistências ocorrerão. Mais preocupante, porém é saber como preparar convenientemente o professor para essas mudanças. Na minha prática pedagógica, parece ficar cada vez mais evidente a necessidade de propiciar ao(à) professor(a) vivências pessoais de aprendizagem matemática e de promover a consciência do seu pensar ( a chamada metacognição) no decorrer das mesmas, vivências que sejam prazerosas. O espírito dos PCN's poderá, assim, ser melhor compreendido, permitindo que novas abordagens sejam introduzidas e outras sejam mantidas ou modificadas. Muitas Secretarias Municipais de Educação no Rio Grande do Sul realizam uma boa caminhada realizada nesse sentido. Reuniões de estudo, Jornadas e Seminários têm sido promovidos, evidenciando que, somente através da Educação Continuada dos Professores, é que poderão ocorrer avanços reais no Ensino fundamental.

Cabe aos educadores matemáticos envolvidos na Formação e na Educação Continuada do Professor, colaborar para um melhor entendimento e, conseqüentemente, para o uso adequado das orientações contidas nos mesmos, evitando assim que, uma proposta que traga inovações importantes esteja fadada ao fracasso, por ser mal interpretada e/ ou mal utilizada em sala de aula.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PARÂMETROS Curriculares Nacionais (1ª a 4ª série): matemática/Secretaria de Educação. Educação Fundamental. Brasília: MEC/ SEF,1997.142 p.

PARÂMETROS Curriculares Nacionais: matemática / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/ SEF,1998. 146 p.


Gladis Wiener Blumenthal - Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS; Professora Assistente, aposentada, da Faculdade de Educação da UFRGS.

 

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